Quem pesquisa “fisioterapia” pensa, quase sempre, em joelho, coluna, ombro. Reabilitação de lesão esportiva, pós-cirúrgico ortopédico, dor lombar. E é verdade, é o que a maior parte da fisioterapia trata.
A fisioterapia orofacial é outra especialidade, com outro objeto de estudo: a face, a boca, a mandíbula e os nervos que comandam a sensibilidade e o movimento dessa região. Ela existe porque o rosto tem uma anatomia própria, com uma rede de nervos finos e específicos, que uma fisioterapia geral não é treinada para avaliar nem tratar.
O que a fisioterapia orofacial trata
A atuação dessa especialidade cobre situações bem específicas: dormência ou formigamento depois da extração de dentes do siso, alterações de sensibilidade e assimetria facial após cirurgia ortognática ou mentoplastia, paralisia facial periférica (como a Paralisia de Bell) ou pós-cirúrgica, dormência após colocação de implante dentário, e disfunções da articulação temporomandibular associadas a bruxismo e dor orofacial.
Em todos esses casos, o problema não está no músculo isoladamente. Está na comunicação entre o nervo e o músculo, que foi interrompida ou comprometida por um procedimento, uma inflamação ou um padrão de tensão prolongado.
Por que não é uma fisioterapia qualquer
A fisioterapia geral trabalha, na maior parte do tempo, com força, mobilidade articular e reabilitação de lesão musculoesquelética. Isso resolve muito bem dor no ombro ou recuperação de joelho, mas não foi desenhado para medir a resposta de um nervo facial ou reeducar a musculatura da mímica.
A fisioterapia orofacial parte de uma lógica diferente desde a avaliação. Além de testar força e amplitude de movimento da musculatura facial e da articulação têmporo-mandibular, ela avalia a sensibilidade ponto a ponto do rosto, a resposta motora da musculatura facial e o comportamento de nervos específicos, como o alveolar inferior, o mentual e o facial. É esse tipo de avaliação que permite montar um protocolo que realmente fala com o problema, em vez de tratar só o sintoma que incomoda no dia a dia.
As técnicas que fazem diferença no resultado
Dentro da fisioterapia orofacial, também existe variação de abordagem, e é aí que o protocolo específico usado importa. No tratamento desenvolvido pela Dra. Renata Ferreira, três frentes trabalham em conjunto.
A eletroacupuntura facial auxilia na desinflamação do tecido lesionado, atua na analgesia (controle da dor) e ajuda na cicatrização e na melhora da fibrose. Também estimula pontos específicos para regenerar a fibra neurológica lesionada e normalizar a condução nervosa, recuperando o nervo e as funções ligadas a ele.
A laser-acupuntura e a ledterapia auxiliam na regeneração do tecido nervoso e músculo-esquelético. Atuam ainda na redução do edema, na melhora da cicatrização, no controle da dor, na quebra da fibrose e na aceleração da cicatrização de feridas.
A terapia manual orofacial usa técnicas de liberação e reeducação motora aplicadas diretamente na musculatura da face.
Nenhuma dessas técnicas isolada substitui as outras. É a combinação, ajustada à avaliação de cada paciente, que direciona o resultado — o que é justamente o ponto que separa um protocolo pensado para o nervo de uma sessão genérica de alívio de sintoma.
A formação por trás do protocolo
A Dra. Renata Ferreira é doutora em Ciências pela FOUSP (Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo), especialista em ATM, Cabeça e Pescoço pela UNICID e especialista em Acupuntura pela CEATA. Sua pesquisa de doutorado teve como foco justamente o tratamento de parestesias pós-cirurgias orais, o que coloca a origem do protocolo na própria investigação científica, não apenas na prática clínica.
Esse histórico está documentado em seis artigos científicos publicados, reunidos na página de publicações acadêmicas do site. É esse embasamento que sustenta a escolha das técnicas usadas em cada protocolo, e não o contrário.
Quando a fisioterapia orofacial é indicada
Vale considerar avaliação especializada em casos de dormência, queimação lingual ou formigamento persistente depois de extração de siso, alteração de sensibilidade ou assimetria após cirurgia ortognática, sinais de paralisia facial de origens diversas (de Bell, após lipo de papada, após mini-lifting, entre outras) com dificuldade de sorrir, piscar ou fechar o olho, dormência após retirada de cisto mandibular ou após colocação de implante dentário, ou dor muscular facial, cefaleia tensional e travamento recorrente na articulação temporomandibular.
Em todos esses quadros, quanto antes a avaliação acontece, mais direto tende a ser o caminho até o resultado, mas mesmo casos com meses ou anos de evolução também podem se beneficiar do protocolo adequado.
Atendimento em São Paulo e avaliação on-line
A avaliação inicial, para entender o histórico e o quadro de sintomas, pode ser feita on-line com a Dra. Renata Ferreira. O tratamento em si, por envolver eletroacupuntura, laser-acupuntura, ledterapia e terapia manual aplicadas diretamente na região, é presencial, realizado no consultório em Higienópolis, na região central de São Paulo.
Perguntas frequentes sobre fisioterapia orofacial
Fisioterapia orofacial e fisioterapia comum são a mesma coisa?
Não. São especialidades com objetos de estudo diferentes. A fisioterapia orofacial tem foco específico na face, na mandíbula, na articulação temporomandibular e nos nervos dessa região, com avaliação e técnicas próprias.
Preciso de indicação de um dentista ou médico para procurar fisioterapia orofacial?
Não é obrigatório. É possível buscar avaliação diretamente com a fisioterapeuta especializada.
Meu convênio dá direito a reembolso do tratamento de fisioterapia, acupuntura ou estimulação elétrica transcutânea?
Depende do convênio. Vale confirmar diretamente com o seu plano se há previsão de reembolso para esse tipo de tratamento antes de descartar essa possibilidade.
A consulta pode ser feita on-line?
A avaliação inicial sim. O tratamento em si exige atendimento presencial, porque envolve técnicas manuais e estimulação direta do nervo e da musculatura.
A fisioterapia orofacial funciona mesmo em casos antigos, de anos atrás?
Pode funcionar. O momento ideal é o mais próximo possível do início dos sintomas, mas casos mais antigos também podem responder ao tratamento. A avaliação individual é o que mostra o que é possível em cada caso.
Dra. Renata Ferreira — Fisioterapeuta, doutora em Ciências pela FOUSP, especialista em ATM, Cabeça e Pescoço (UNICID) e em Acupuntura (CEATA). CREFITO 3/72710-F. Atende em Higienópolis, São Paulo, com avaliação inicial também disponível on-line.
